Hipertrofia Muscular

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

ENCICLOPÉDIA ARNOLD SCHWARZENEGGER
PARTE 2


A Transição para o Culturismo
ANATEL-TÉCNICO ADMINISTRATIVO - VOLUME II-TÉCNICO ADMINISTRATIVO - VOLUME I-TÉCNICO ADMINISTRATIVO - COMPLETO




Por volta dos anos 20 e 30, tornou-se evidente que a saúde e o desenvolvimento do físico estavam
estreitamente relacionados, e que o treino com pesos era a melhor maneira de produzir o grau mais alto de desenvolvimento muscular no menor período de tempo possível. Apesar dos seus anúncios, até mesmo Charles Atlas utilizou os pesos em detrimento da tensão dinâmica de isometria para produzir seu extraordinário corpo.
O conhecimento sobre treino era limitado, mas os culturistas daquela época estavam a aprender bastante, simplesmente comparando os seus físicos com os das estrelas da geração anterior. Por exemplo, um dos homens mais fortes e famosos da virada do século foi Louis Cyr, 136 kg massudos, pesado, gorducho, imenso na área da cintura em forma de barril.
Mas nos anos 20 surgiram homens como Sigmund Klein, que exibia um físico com bela forma muscular, equilíbrio e proporção, bem como pouca gordura corporal e extrema definição.
Klein tornou-se muito influente como proprietário de um ginásio e escritor sobre treino e nutrição. O seu corpo comparado com o de Cyr era completamenre diferente.
(não consegui as fotos deles, mas o Klein tinha um bom exelente corpo para a epoca, já o Cyr era bem roliço)
Klein, juntamente com Sandow e outros culturistas influentes como Macfadden, começaram gradualmente a convencer as pessoas de que a aparência física de um homem - e não apenas sua habilidade para fazer proezas de força - merecia atenção, porque o tipo de treino que produzia o corpo estético e musculado também
contribuía para a saúde geral.
Mas a época em que o físico masculino seria julgado puramente pelo princípio estético foi ainda alguns anos depois. A força desenvolvida pelo treino de pesos ainda era suspeita nos anos 30, como se os levantadores de peso não merecessem ser verdadeiramente chamados atletas.
Era quase considerado trapaça desenvolver o corpo a treinar num ginásio em vez de praticar uma variedade de modalidades.
Nas suas obras mais antigas, o falecido John Grimek, levantador de pesos olímpico que serviu de modelo a tantos culturistas, forneceu a informação de como os seus magníficos músculos foram desenvolvidos pelo levantamento de halteres. Qualquer pessoa que visse o seu físico na praia teria percebido que não foi a fazer
natação ou pólo aquático que se poderia atingir um desenvolvimento físico como o dele.
Entretanto, a tradição da competição física continuou, e, no final dos anos 30, shows ocasionais reuniram pugilistas, ginastas, nadadores, levantadores de peso e outros atletas.
Esses competidores tinham de desempenhar algum tipo de façanha atlética além de exibir os seus corpos, e essa altura era comum os levantadores de peso da época serem capazes de realizar diversos movimentos de ginástica.
Em 1939, as coisas começaram a mudar. A Amateur Arhletic Union - AAU (União de Atletas Amadores) entrou em cena e criou, por conta própria, uma competição de Mister América em Chicago, no dia 4 de Julho.
O vencedor foi Ronald Essmaker. Os participantes ainda não eram culturistas experientes, mas provinham detodos os tipos de formação atlética e posaram com várias roupas, desde calções de pugilista a tangas.
Mas, à medida que se dava mais e mais ênfase
à aparência física, os levantadores de peso
começaram a desfrutar de uma vantagem
distinta. O levantamento de peso mudava os
contornos do corpo mais do que qualquer outro
tipo de treino, o que causava uma impressão
forte e cada vez mais favorável nos juízes.
Em 1940, a AAU produziu o primeiro evento
realmente moderno de culturismo. O Mister
América desse ano e do seguinte foi John
Grimek, que treinou primordialmente
levantando pesos em ginásios. Isso mesmo fez
saber a todos os que queriam competir contra
ele e que deveriam seguir um programa de
treino similar .Grimek também acabou com a
ideia errada de que os homens que treinavam
com pesos eram pouco flexiveis e incapazes de
desempenhar uma boa prestação atlética.
Durante exibições era capaz de ficar em palco
a fazer levantamentos e poses que envolviam
um grau extraordinário de força, flexibilidade e
coordenação.
 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

ENCICLOPÉDIA ARLNOD SCHWARZENEGGER

Boa tarde a todos. Estou baixando a enciclopédia do Arnold Schuarzenegger e vou postar aqui no blog. Vou postar por partes (diariamente) para facilitar a leitura.


   PARTE 1

No final do século XIX, surgiu um novo interesse pelo
culturismo , não pelo músculo como meio de sobrevivência
ou autodefesa mas como um retorno do ideal grego, o
desenvolvimento muscular como celebração estética do corpo
humano.
Essa foi a época em que a tradição antiga de levantar pedras
evoluiu para o desporto moderno de levantamento de peso.
À medida que o desporto se desenvolveu, enfrentou
diferentes aspectos em diferen- tes culturas. Na Europa, o
levantamento de peso era uma forma de entretenimento da
qual emergiram "homens fortes" profissio- nais - homens que
ganhavam a vida pela quantidade de peso que podiam
levantar ou suster. A sua aparência física não era importante
nem para eles nem para o seu público. O resultado era o
desenvolvimen- to de corpos robustos e pesados.
Por outro lado, os adeptos da cultura física enfatizavam a
necessidade de comer alimentos naturais, não processados,
ideia que surgiu em resposta ao uso crescente de novas
técnicas de processamento de alimentos.
Os americanos estavam a começar uma mudança de quintas
e pequenas cidades para grandes metrópoles, em que o
automóvel propiciava uma nova mobilidade, mas a inércia do
corpo humano.
Ao mesmo tempo, a vida ia-se tornando cada vez mais
sedentária, e os problemas de saúde apareceram quando a
população começou a comer alimentos refinados em excesso
e a não praticar exercício físico suficiente, sujeita a condições
de stress constantes.
Os culturistas surgiram no combate a estes fenómenos cada
vez mais actuais e nesta direcção defendiam a saúde em

geral, no condicionamento físico, defendendo a moderação e
o equilíbrio em todos os aspectos da vida.
O europeu boémio, alcoólico e barrigudo certamente não era
o seu ideal. O que eles precisavam era de um modelo cujo
físico incorporasse as ideias que estavam a tentar
disseminar, alguém que se parecesse muito mais com as
estátuas clássicas dos atletas da Grécia Antiga do que com os
seguranças avantajados das cervejarias Bávaras da Europa.

Eugene Sandow
Eles encontraram esse modelo na pessoa de
Eugen Sandow. uma superestrela da cultura
física da passagem de século. Sandow
ganhou a sua reputação na Europa como
um homem forte profissional, desafiando
com sucesso outros atletas e superando-os
nas suas próprias proezas.
Foi para a América em 1890 e foi promovido
por Florenz Ziegfeld, que o pôs a viajar e
anunciou como "O Homem Mais Forte do
Mundo". Mas o que realmente diferenciou
Sandow dos seus concorrentes da época foi
a qualidade estética do seu físico. Sandow
era muito bonito, sem dúvida. Era um
exibicionista e adorava que as pessoas
olhassem para o seu corpo, admirassem
suas proezas de “Strong Man”.
Costumava caminhar no interior de uma
caixa de vidro e fazer poses, vestindo
apenas uma folha de figo, enquanto a
plateia o admirava fixamente. As mulheres
exclamavam extasiadas diante da beleza e
da simetria do seu desenvolvimento
muscular.
Eugene Sandow
Esta celebração das

qualidades estéticas
do físico masculino era
algo muito inovador,
já que durante a era
vitoriana, os homens
se cobriam com
roupas muito
fechadas, e muito
poucos artistas
usavam o nú
masculino como
motivo para suas
pinturas.
Isso foi o que fez a
atracção de Sandow
tão impressionante.
Devido em grande
parte à sua
popularidade, as
vendas de barras e
halteres dispararam.
Sandow ganhou milhões de
dólares por semana e criou uma
indústria inteira à sua volta com a
venda de livros e revistas.
Eram feitas competições em que
as medidas físicas dos
competidores eram comparadas, e

Sandow premiava os vencedores
com uma estátueta dele próprio
banhada a ouro.
Mas, no final das contas, ele foi
vitima da sua própria fama de
macho.
Consta que um dia o seu carro
saiu da estrada e ele se sentiu
obrigado a demonstrar a sua força
puxando-o apenas com uma mão
para fora de uma vala.
A consequência, para o homem
que o Rei Jorge de Inglaterra
nomeou como "Professor de
Cultura Física Científica para sua
Majestade" foi uma hemorragia
cerebral que lhe causou a morte.
Por volta do mesmo período, George Hackenschmidt conquisou o título de

"Leão Russo" pela sua performance quando venceu o campeonato russo de
levantamento de peso em 1898, bem como em vários campeonatos mundiais
de luta.
Foi após imigrar para a Grã-Bretanha que fez fortuna.
Era também um orador fluente e um escritor prolífico que produzia livros
filosóficos como “The Origins of Life”, debateu com intelectuais da época
como George Bernard Shaw e desafiou mesmo Albert Einstein para uma troca
de ideias.
Mas existiram muitos mais - Professor Louis Attila, Arthur Saxon, Hermann Goerner, Oscar Hilgenfeldt e W. A.
Pullum.


Arthur Saxon levantou 203 kgs acima da cabeça

Estes homens criaram uma tradição ilustre
de homens de força que continua de pé com
Paul Anderson, Vasily Alexeev e outros
levantadores de peso dos nossos tempos.
Herman Goerner
Macfadden
Uma das pessoas para quem a actividade da cultura física se tornou uma
religião foi o editor Bernarr Macfadden, um homem que poderia servir
como protótipo do maior fanático por saúde de todos os tempos. Para
promover a ideia de que a fraqueza física era realmente imoral, ele
fundou a revista “Physical Culture”.
Depois, continuou a publicar o “New York Evening Graphic”, um jornal
voltado para um público mais inculto e simples.
Macfadden era um promotor hábil e, começando em 1903, apresentou
uma série de competições no Madison Square Garden em Nova York para
escolher o "Homem Mais Perfeitamente Desenvolvido do Mundo".
Nessa primeira competição, ele ofereceu um prémio de mil dólares - uma
pequena fortuna naquela época - junto com o título.
Tanto as competições como a revista foram bem sucedidas durante décadas. E Macfadden praticava o que
pregava, caminhando descalço todas as manhas da sua casa na Riverside Drive em Nova York até seu escritório
no centro da cidade até o centro da cidade aparecendo com o peito desnudo na sua própria revista. Era um
exemplo de saúde e aptidão física até perto dos seus setenta anos.
Em baixo Mcfadden aos 65 anos, e algumas capas do seu império de jornais e revistas
Charles Atlas
Macfadden provavelmente não teria aprovado o fisiculturismo
moderno, com sua ênfase no desenvolvimento visual do corpo em
detrimento da habilidade atlética. Contudo, ele e outros culturistas
desempenharam um importante papel na evolução do culturismo.
As suas competições ajudaram a promover o interesse em saber como
era a morfologia do corpo e não mostrar simplesmente a força dos
músculos. Foi numa destas competições que emergiu uma nova
estrela, que se tornou num dos homens mais famosos da América
durante décadas.
O vencedor do campeonato de Macfadden de 1921 foi Angelo Siciliano.
Para tirar proveito de sua fama ascendente, esse homem
magnificamente desenvolvido mudou o seu nome para Charles Atlas e
adquiriu os direitos de um curso de aptidão física por correspondência
denominado tensão dinâmica.
Por mais de 50 anos, gerações cresceram a ver os anúncios desse
curso em revistas e revistas de banda desenhada numa das
campanhas publicitárias de maior sucesso nos EUA e a comprar o seu
curso por correspondência ainda hoje na internet com mais de 75
anos de existência..
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